Dona Onete - A Rainha do carimbó

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Dona Onete - A Rainha do carimbó
Disco da Semana


Ionete da Silveira Gama OMC (Cachoeira do Arari, 18 de junho de 1939), conhecida pelo nome artístico de Dona Onete, é uma cantora, compositora, sindicalista, professora e poetisa brasileira.


Nascida no interior do estado do Pará, morou em Belém, onde passou sua infância, e depois em Igarapé-Miri. Foi Secretária de Cultura e Professora de História e Estudos Paraenses. Ela fundou e também organizou grupos de danças folclóricas e agremiações carnavalescas. Dona Onete é considerada a "Diva do carimbó chamegado".




Biografia

                 Morou no bairro da Pedreira, em Belém, dos quatro aos dez anos, até a morte de sua mãe por pneumonia, quando passou a morar com sua avó, mãe de seu padrasto, no município de Igarapé-Miri.

                 Desde os quatro anos de idade, se destacava ao participar de manifestações culturais populares do seu estado como as "Pastorinhas", encenações natalinas que versavam sobre Jesus Cristo, e rodas de carimbó, siriá e banguê. Além disso, também se apresentava em shows de rua e no Bar Suburbana, no bairro de Fátima, em Belém

                Já na fase adulta, Dona Onete lecionou durante 25 anos a disciplina de História e Estudos Paraenses, fundou grupos de dança e música regional como o Grupo Folclórico Canarana, em 1989, que fazia apresentações de carimbó, benguê e lundu pelo estado do Pará, dançando suas composições autorais. Também atuou como Secretária de Cultura, entre 1993 e 1995, onde criou a Casa Ribeirinha, para resgatar manifestações culturais das populações tradicionais, e fortaleceu o lado artístico dos festivais do município relacionados com o extrativismo, como o Festival do camarão e do açaí, incluindo apresentações musicais, de grupos escolares e folclóricos.

                  Dona Onete também fez sua vida na militância, se destacando como sindicalista, sendo uma das fundadoras do Sindicato dos Trabalhadores e das Trabalhadoras em Educação Pública do Pará (Sintepp), integrante do Partido dos Trabalhadores e esteve na inauguração da Central Única dos Trabalhadores (CUT) em São Bernardo do Campo, em 1983. Participou de mobilizações por melhoras no ensino e nas condições de trabalho dos professores e pelo cultivo sustentável do açaí.

                 Depois de aposentada, já aos 62 anos de idade, Dona Onete cantava em casa sozinha, enquanto um grupo de Carimbó ensaiava do outro lado da rua. Ao ouvirem-na cantando, foram a sua casa e se decepcionaram por conta de sua idade avançada. Dois dias depois do ocorrido um outro grupo viera perguntar à cantora se gostaria de ser uma das vocalistas da equipe. Dessa forma, participou de importantes grupos folclóricos como o Raízes do Cafezal.

Já no começo dos anos 2000 passou a participar do grupo pop com raízes regionais Coletivo Radio Cipó, de Belém, passando de convidada ocasional para a porta-voz do movimento musical da região.

Recebeu a oportunidade de interpretar no cinema uma cantora de carimbó no filme Eu Receberia as Piores Notícias dos Seus Lindos Lábios, estrelado por Camila Pitanga.

                         No entanto, foi através da relação do seu (hoje) guitarrista e produtor musical Pio Lobato , com quem nutre uma amizade sincera e uma parceria inestimável que já perdura por mais de uma década, que Dona Onete despontou nas emissoras de rádio e televisão em Belém do Pará. Pio Lobato foi quem abriu as portas para o reconhecimento dessa grande voz da música paraense por meio da profunda ligação que mantinha com a Fundação Paraense de Radiodifusão (FUNTELPA) através de suas pesquisas e experimentações acadêmicas. Sua contribuição foi de suma importância para inserir e reconhecer diversos artistas paraenses no cenário cultural, isso tudo graças ao Festival Terruá Pará, que abrigou grandes nomes da música paraense hoje reconhecidos. Como grande responsável pela pesquisa, divulgação e valorização da música local, Pio Lobato uniu forças ao único aparelho de propagação e produção de artistas locais na época, a Funtelpa, permitindo assim a vital ascensão da música paraense e levando a riqueza da cultura amazônica para além de suas fronteiras naturais. 


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